segunda-feira, 8 de abril de 2013

Músicas vs Guilty Pleasures

Semana passada eu decidi ignorar um pouco os gostos musicais considerados "guilty pleasures" (ou, em tradução literal, prazeres vergonhosos) e pedi algumas dicas prum amigo meu que é meio que campeão nesse tipo de música (a diferença é que ele não tem a menor vergonha de gostar do pop ex-Disney. Ele é até que orgulhoso, diferente de minha pessoa)
Esse meu amigo me sugeriu três álbuns de uma artista que, aqui no Brasil, é considerada uma artista de "guilty pleasures". Ouvi os três álbuns. Admito que não foram os três inteiros, mas uma boa parte dos três (só um eu ouvi inteiro). E não é que gostei? Achei que essa artista tem uma batida boa e uma voz legal. De verdade e sem sacanagem nenhuma.
E depois fiquei pensando: porque será que os artistas (atores, cantores, bandas e até programas) ficam marcados dentro de um estereótipo, mesmo que eles tenham uma mudança radical? (O que foi o caso da artista que eu ouvi os álbuns) 
Por exemplo o seriado Glee. (Sim, eu assisto. E mudou muito desde a primeira temporada) Muita gente assistiu o episódio piloto (também conhecido como primeiro episódio da série inteira) e acharam uma merda. Ok, o episódio pode não ser dos melhores episódios piloto da história, mas a série conseguiu evoluir depois daquela temporada (e consequentemente daquele episódio) e já está na quarta temporada, com muitos novos personagens e discussões um pouco mais adultas do que "quem vai pegar o próximo solo?". E ainda hoje vejo gente dizer: "não gosto de Glee porque é um musical bestinha que todo mundo só quer parar e cantar a série inteira" ou até "é tudo um rodízio, não tem casal fixo". Reconheço que, pra gostar da série, você precisa gostar de musicais. E, volto ao meu primeiro argumento, a pessoa se fixou à primeira imagem que teve da série: uma série sobre desajustados que tinha mais música do que fala.
Enfim, meu ponto é: nem sempre as coisas consideradas "guilty pleasures" devem ser tão "guilty" assim. Que as pessoas deveriam entender que, nem sempre, as atitudes dos artistas que uma pessoa gosta vão definir o que a pessoa é. Muitas vezes, temos que separar o artista da arte. Ou seja, alguém pode gostar da música de Rihanna, mas não da Rihanna (afinal, ela voltou com Chris Brown depois de levar uma porrada dele) e o fato de alguém gostar da música dela não significa que está aprovando as atitudes dela.
Bem, acho que é isso. Até a próxima.
PS: A artista que eu ouvi essa semana é Miley Cyrus. E, sinceramente acredito, que a galera toda deveria aprender a dissociar ela da Hannah Montana. A Hannah Montana é um saco, mas as músicas da Miley são legais, de verdade.
PPS: Podem me julgar o quanto quiserem depois dessa. Desisti de me importar. Ou como ouvi outro dia: "This is who I am and I take no apologies." (Tradução: Essa sou eu e não peço desculpas por isso.)

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