domingo, 21 de abril de 2013

Divergente - Resenha parcial


Essa semana eu tomei vergonha na cara e baixei o livro Divergente de Veronica Roth para ler. (Eu sei, eu sei. Foi ~meio~ errado baixar e não comprar, mas na falta de dinheiro, é o que se pode fazer). Eu realmente me viciei no livro, mais do que eu esperava.
Como eu cheguei nesse livro: teve uma promoção numa página do facebook que eu curto e uma das condições para participar da promoção era curtir uma página sobre o livro Divergente. A partir desse "curta para participar", eu acabei conhecendo o livro. Só que a questão é: eu passei quase dois meses como curtidora da página de Divergente sem ao menos ter lido o livro. Quando foi essa semana, tomei vergonha e baixei o livro (sorry, Veronica, por não ter comprado o livro - ainda). Comecei a ler naquele sentimento: será que é tão bom quanto a página descreve ou é só um exagero.
Admito que, em parte, tem um pouco de exagero, mas o livro (até a parte que eu li) é muito bom.
O livro conta a história de Beatrice Prior (que também é a narradora da história), uma adolescente de 16 anos, que mora em Chicago. Até aí, coisinha normal e lá-lá-lá. Mas não é a Chicago de 2013, mas num futuro não especificado, onde a cidade é dividida em cinco facções: Amity, Dauntless, Candor, Abnegation e Erudite (se você ler o livro em português, os nomes das facções vão ser diferentes, mas no fim dá na mesma coisa). Beatrice nasceu e cresceu na Abnegation, a facção que acredita que a abnegação é a solução para evitar guerras e conflitos. Mas nessa Chicago futurista nada é tão perfeito assim, aos 16 anos, as pessoas fazem um teste e depois uma escolha: mudar ou não de facção.
O processo é até relativamente simples. A pessoa faz um teste que vê quais são as facções que ela tem "afinidade" e, a partir do resultado desse teste (que é entregue na hora), a pessoa decide pra onde vai. Acontece que o normal  é a pessoa ter afinidade com apenas uma facção. Beatrice tem com três: Abnegation, Amity e Dauntless, o que a torna uma Divergente.
Ser um Divergente é considerado ruim, já que você se torna um perigo para a sociedade "faccionada". Beatrice acaba decidindo entrar na facção Dauntless, para desgosto do seu pai e orgulho (acho) da mãe. Assim que se junta aos Dauntless, Beatrice se vê obrigada a fazer coisas que não era acostumada a fazer, como pular pra dentro de um trem em movimento e pular de um prédio (essas são as duas primeiras coisas que ela é obrigada a fazer). Quando chega no QG Dauntless, Beatrice troca seu primeiro nome por Tris. Durante alguns meses, Tris passa por uma iniciação para realmente se juntar aos Dauntless. Isso se ela conseguir sobreviver à iniciação.
Sim, isso foi a sinopse que eu consegui fazer (orgulhosa). Então vamos aos fatos. Veronica escreve bem. Não é bem tipo: "era uma vez". Por favor. É bem mesmo. Consegue te prender loucamente (a ponto de eu quase perder a parada do ônibus quando estava voltando pra casa). Super recomendo esse livro. (Por enquanto. Mas como eu estou quase no fim, acho que não vou conseguir voltar atrás nessa opinião.)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Sonhos

Desde pequena eu imaginava como seria o meu futuro, assim como qualquer outa criança. Me imaginava como médica, arquiteta, professora... Depois de um tempo, meu sonhos foram sumindo. Uns foram arrancados de mim pela realidade, outros foram simplesmente substituídos.
Alguns anos atrás (sete anos, pra ser mais específica) eu decidi que queria ser escritora. Eu ouvi muitos incentivos e muitas críticas. Mas sempre me mantive escrevendo pra ver se, algum dia, eu conseguiria escrever uma coisa completamente minha, sem a necessidade de usar como base o universo criado por um outro alguém. 
Dois anos atrás, eu finalmente consegui. Escrevi a minha primeira história totalmente minha, sem ter como base a saga ou o filme de alguém. Tudo que estava ali era meu. Personagens, falas, enredo, tudo. Sinceramente, me orgulho muito desse texto. Por três motivos.
Primeiro motivo: foi o primeiro texto que eu escrevi que era totalmente meu, sem a interferência direta de nenhuma outra obra. Segundo motivo: veio de uma época muito ruim da minha história, onde eu estava me sentindo completamente só e sem amigos. Terceiro motivo: me mostrou que eu realmente gosto de escrever ficção e é isso que eu quero fazer da minha vida.
Ou seja, isso me mostrou que o meu sonho não era tão difícil. Basta somente a inspiração certa, no momento certo pra tudo dar certo. Admito que o que foi escrito não é uma perfeição nem nada digno de estar numa Academia. (Sim, Academia com "a" maiúsculo. Com "a" maiúsculo porque não é aquele lugar que você vai pra puxar ferro) Mas foi o que eu consegui sendo uma mera estudante de ensino médio. Fui elogiada por todos que leram (modéstia à parte) e também recebi alguns conselhos.
Mas muito antes dessa história ter sido sequer imaginada, eu recebi um conselho que eu nunca vou esquecer. Um professor de literatura meu chamado André que me deu esse conselho. Ele tinha acabado de ler uma poesia que eu tinha feito e antes de ler aquela poesia, ele tinha lido um texto em prosa meu. Ele veio pra mim, me devolvendo a poesia e disse mais ou menos assim: "Invista na prosa, você tem mais futuro nela do que na poesia.". Sinceramente, hoje eu não duvido mais desse conselho de André.
Com toda a certeza, se eu não tivesse ouvido esse conselho de André, eu não teria desistido da poesia (no que eu sou realmente ruim, já que eu não tenho o menor jeito pra métrica e rima) e não teria investido tão maciçamente na prosa. E, também não teria escrito o texto do qual hoje eu me orgulho tanto.
Você deve estar se perguntando: "Tá, beleza. História bonitinha e tal, mas o que isso tem a ver com teu sonho?" Tudo. O meu sonho é, desde quando eu tinha 11 anos, ser escritora. Ouvir de alguém um: "O seu livro mudou a minha vida, muito obrigado(a)". E, através da tentativa e erro, acredito que vou conseguir. Mas sei que, por morar num país onde a bunda vale mais do que o cérebro e onde encher a cara vale mais do que ler um livro, não vou poder viver exclusivamente desse sonho. Eu morreria de fome. Literalmente.
E toda vez que chego a esse ponto (o de que eu morreria, literalmente, de fome se eu vivesse de escrever livros) eu me questiono: Por que isso tem que ser tão difícil pra quem escolhe o mundo das artes? (isso vale pra qualquer tipo de arte: música, teatro, cinema, literatura e fotografia) Dizem que há incentivo, mas muitas vezes (se não todas) não é só o incentivo financeiro que é necessário durante a produção da obra. É necessário um incentivo para o consumo dessa obra.
Por essa falta de incentivo ao consumo de arte nacional e local, que muitas vezes vemos artistas que poderiam ser brilhantes e grandes destaques não só dentro do país, mas fora, que acabam entrando em empregos que são desgostosos, que não são simpáticos e acabam sendo "forçados" a viver de um jeito que não os permite criar.
Então gostaria de deixar aqui o meu apelo: compre um livrinho, desses meio toscos, mas de uma editora local. Assista uma peça ou ouça uma banda "underground". Incentive aquele carinha que desenha muito bem. Faça esse tipo de coisa para que a arte nacional não seja uma coisa que só a gringaiada reconheça.

Postagem Bônus de hoje

Desde a semana passada, mais uma lenha foi jogada na discussão casamento gay aqui no Brasil. Pra quem não sabe, aqui no Brasil há uma Comissão de Direitos Humanos no Congresso Nacional. O presidente dessa comissão é um pastor de igreja chamado Marco Feliciano. Por ser pastor ele deveria pregar a igualdade entre as pessoas. Deveria, mas, infelizmente, não prega. Entre outras características (ou melhor, falhas) ele é machista, racista e homofóbico. Entre outras declarações, ele disse que os negros são amaldiçoados, pois descendem do filho amaldiçoado de Noé, e que John Lennon foi assassinado por ter dito que os Beatles eram mais famosos que Jesus Cristo. Sim, é esse tipo de criatura que preside uma comissão de diretos humanos.
Enfim. A "lenha" jogada na fogueira foi a declaração, seguida de uma fotografia, da cantora Daniela Mercury. Na declaração, ela dizia que estava feliz com a situação dela com sua esposa, que as duas são felizes. A declaração é fortemente reforçada pela foto, que é uma colagem de algumas outras, onde estão as duas sorrindo e parecendo bastante felizes.
Pouco tempo depois, a cantora disse que o pastor Marco Feliciano não a representava. (Nem me representa, vale frisar) Acredito que a "saída do armário" de Daniela encorajou vários jovens a fazer o mesmo, principalmente numa época como essa que o país passa onde um racista homofóbico preside uma comissão pró direitos humanos.
E eu realmente acredito que, se é amor de verdade, onde as pessoas se respeitam e que não interfere negativamente na sociedade como um todo, vale a pena ser vivido e ninguém tem nada a ver com isso. Não vejo mal nenhum no casamento gay, muito pelo contrário. Se um casal gay quer se casar, ótimo, que se casem e sejam muito felizes. Esse mesmo casal quer adotar crianças? Pois que adotem e as trate bem.
O que não pode é uma pessoa (gay ou não) se casar, mas ficar humilhando e violentando o cônjuge; adotar uma criança pra tratá-la mal; tomar posse de um cargo público para fazer bem pra si mesmo ou só terminar de foder com a sociedade.
Sinceramente espero que o pastor Marco Feliciano saia desse cargo, já que alguém com essa mente fechada e medieval não é capaz (ao meu ver) de presidir uma comissão de direitos humanos.
Como um "little treat" pra vocês, aqui vai um vídeo avacalhando com o Marco Feliciano. (Concordo plenamente com a frase: "Renuncia a sua presença no século XXI")

Músicas vs Guilty Pleasures

Semana passada eu decidi ignorar um pouco os gostos musicais considerados "guilty pleasures" (ou, em tradução literal, prazeres vergonhosos) e pedi algumas dicas prum amigo meu que é meio que campeão nesse tipo de música (a diferença é que ele não tem a menor vergonha de gostar do pop ex-Disney. Ele é até que orgulhoso, diferente de minha pessoa)
Esse meu amigo me sugeriu três álbuns de uma artista que, aqui no Brasil, é considerada uma artista de "guilty pleasures". Ouvi os três álbuns. Admito que não foram os três inteiros, mas uma boa parte dos três (só um eu ouvi inteiro). E não é que gostei? Achei que essa artista tem uma batida boa e uma voz legal. De verdade e sem sacanagem nenhuma.
E depois fiquei pensando: porque será que os artistas (atores, cantores, bandas e até programas) ficam marcados dentro de um estereótipo, mesmo que eles tenham uma mudança radical? (O que foi o caso da artista que eu ouvi os álbuns) 
Por exemplo o seriado Glee. (Sim, eu assisto. E mudou muito desde a primeira temporada) Muita gente assistiu o episódio piloto (também conhecido como primeiro episódio da série inteira) e acharam uma merda. Ok, o episódio pode não ser dos melhores episódios piloto da história, mas a série conseguiu evoluir depois daquela temporada (e consequentemente daquele episódio) e já está na quarta temporada, com muitos novos personagens e discussões um pouco mais adultas do que "quem vai pegar o próximo solo?". E ainda hoje vejo gente dizer: "não gosto de Glee porque é um musical bestinha que todo mundo só quer parar e cantar a série inteira" ou até "é tudo um rodízio, não tem casal fixo". Reconheço que, pra gostar da série, você precisa gostar de musicais. E, volto ao meu primeiro argumento, a pessoa se fixou à primeira imagem que teve da série: uma série sobre desajustados que tinha mais música do que fala.
Enfim, meu ponto é: nem sempre as coisas consideradas "guilty pleasures" devem ser tão "guilty" assim. Que as pessoas deveriam entender que, nem sempre, as atitudes dos artistas que uma pessoa gosta vão definir o que a pessoa é. Muitas vezes, temos que separar o artista da arte. Ou seja, alguém pode gostar da música de Rihanna, mas não da Rihanna (afinal, ela voltou com Chris Brown depois de levar uma porrada dele) e o fato de alguém gostar da música dela não significa que está aprovando as atitudes dela.
Bem, acho que é isso. Até a próxima.
PS: A artista que eu ouvi essa semana é Miley Cyrus. E, sinceramente acredito, que a galera toda deveria aprender a dissociar ela da Hannah Montana. A Hannah Montana é um saco, mas as músicas da Miley são legais, de verdade.
PPS: Podem me julgar o quanto quiserem depois dessa. Desisti de me importar. Ou como ouvi outro dia: "This is who I am and I take no apologies." (Tradução: Essa sou eu e não peço desculpas por isso.)

sábado, 6 de abril de 2013

Agradecimentos

Gente, adoraria agradecer por todos os acessos que a página recebeu ontem. Sério mesmo. Cada acesso significa muito pra mim, já que significa que alguém se interessa pelo que eu escrevo, que alguém compartilha do mesmo sentimento que eu.
Como esse blog não tem tema específico (só a minha descida, minha descida ao meu próprio eu), vou seguir postando sobre temas aleatórios, na língua que me der na telha. (inglês e português. Sinto muito pra que não lê nenhuma dessas duas línguas. Ali do lado tem a barrinha de tradução do Google que vai te ajudar a entender alguma coisa.)
Como eu me apresentei no primeiro post desse blog, não vou fazer tudo de novo. (Pra que não leu a minha apresentação, clique aqui) Mas tentarei adicionar alguma coisa ao longo do tempo, já que acredito que as pessoas mudam. Mudam por causa de suas novas experiências, por novas informações, conhecimentos novos.
Algumas semanas atrás, por exemplo, eu adoraria participar de uma página no facebook. Hoje, sou CDC (criadora de conteúdo) de uma página sobre livros. E estou amando a experiência, já que tenho que esquecer todas as minhas gírias regionais e aprender as gírias mais neutras (afinal, curtidores de páginas são do país inteiro). Como prova disso, o meu último post foi uma das resenhas que eu postei na página (postei três até agora).
Ou seja, estamos em constante evolução. Eu nunca imaginei que eu estaria, aos meus 17, quase 18 anos, escrevendo um blog, algumas estórias (nem me preocupo mais em contabilizar as estórias simultâneas que eu escrevo) e ainda fazendo faculdade. Eu imaginava uma vida completamente diferente. Admito que em certos aspectos a minha versão de 10 anos de idade estaria completamente decepcionada, mas em outros aspectos, eu realmente superei as minhas expectativas.
Se quiserem divulgar o blog, sintam-se a vontade para fazê-lo. Não tenho problema nenhum (a não ser, é claro, que a intensão seja fazer uma divulgação negativa) e até incentivo. Se alguém quiser fazer parceria, sejam bem vindos e podem facilmente entrar contato comigo ou pelos comentários aqui no blog ou pelo meu e-mail: dontcallmerevolution@gmail.com.
Espero vê-los em breve..

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Resenha: "A Culpa é das Estrelas"





Assim que eu comecei a ler (o livro tinha caído nas minhas mãos graças à uma amiga muito insistente que eu tenho) eu imaginei que o livro seria mais um melodrama de "ai, eu vou morrer de câncer". Nas primeiras páginas, eu realmente achei que ia ser assim. Me enganei profundamente.
Logo na capa, você lê o comentário de Markus Zusak (o autor do livro "A Menina que Roubava Livros"): "Você vai rir, vai chorar e ainda vai querer mais.". Faço minhas as palavras de Markus. Eu, que não sou uma pessoa de chorar com ficção alguma (isso inclui filmes), já estava com lágrimas nos olhos e me obrigando a não derramá-las.
O livro conta a história de Hazel Grace Lancaster, uma menina de 16 anos que luta contra a metástase de um câncer. (Pra quem não sabe, metástase de câncer é meio que a "filial" de um câncer noutra parte do corpo) Ela é meio pessimista em relação a morte e vive lembrando que a morte deixa as coisas pela metade. Para provar a sua teoria, Hazel constantemente conta o final do seu livro favorito, onde a personagem principal encerra a história sem ter realmente ter tido um fim.
Hazel frequenta um Grupo de Apoio a pessoas que tem ou tiveram câncer. Num dos encontros desse grupo, ela conhece Augustus Waters, ou simplesmente Gus, um garoto que sobreviveu a um osteossacaroma, mas que perdeu uma perna pro câncer. Através de Isaac, os dois (Hazel e Gus) viram amigos e passam a trocar ideias e se apaixonar um pelo outro.
O mais incrível da história é que não é uma história conto de fada disfarçado de vida real. Não existe um felizes para sempre, mas é um livro maravilhoso, que aborda um tema meio chato que é a doença terminal.
Totalmente recomendo. Se eu tivesse que dar uma nota entre 0 e 10, com toda a certeza daria um 10 bem bonito pra esse livro. John Green merece todo o meu respeito depois desse livro maravilhoso.